Cármen Lúcia acompanhou o presidente Edson Fachin e votou contra a junção dos julgamentos dos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça.
A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu desculpas ao povo brasileiro pela crise no Supremo Tribunal Federal, a duas semanas das eleições nacionais, pois o país não deveria estar voltado a questões do Supremo neste momento.
“Quem fala pelo Supremo é Vossa Excelência, presidente. Eu me sinto um pouco até envergonhada, presidente, de, no momento em que o Brasil está a menos de 20 dias da eleição, estarmos todos voltados a questões do Supremo, que são questões processuais, em parte com muita expressão e com questões graves mesmo”, lamenta a ministra.
“Eu peço desculpa ao povo brasileiro que esperava uma postura diferente”, diz Cármen Lúcia. “Houve uma espetacularização destes casos, desta sessão”. A ministra afirmou que o Supremo não garantiu “o rigor e a serenidade” que, em seu “papel de cidadã e de juíza, deveria ter, talvez, ajudado mais a promover”. Cármen Lúcia disse que o Poder Judiciário existe para tranquilizar o povo, e o Supremo gerou intranquilidade.
Cármen Lúcia afirmou ainda que se sente entristecida com a situação no país e que não sofre pressão dentro ou fora do STF por determinado voto. “Precisamos da independência necessária para continuarmos a ser juízes”.
A ministra fez fala durante antecipação de seu voto na questão de ordem pedida por Gilmar Mendes na sessão plenária do STF nesta terça-feira (15). A sessão foi marcada para julgar se seria aberta ou não investigação sobre o ministro Alexandre de Moraes e sua suposta relação com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. No entanto, os ministros ainda não estão deliberando sobre este assunto.
No momento, é discutida uma questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes pela manhã, que propôs adiar o julgamento e analisar em conjunto os relatórios com informações da Polícia Federal sobre Moraes e também sobre André Mendonça.
STF interrompe sessão sem definição sobre como julgará casos de Moraes e de Mendonça
A sessão plenária do Supremo Tribunal Federal desta terça-feira (15) foi encerrada sem uma definição sobre como serão julgados os casos do ministro Alexandre de Moraes e André Mendonça.
A princípio, a sessão julgaria se o ministro Alexandre de Moraes deve ou não ser investigado por supostas relações com o banqueiro Daniel Vorcaro. Mas o ministro Gilmar Mendes pediu uma questão de ordem, propondo adiar o julgamento e analisar em conjunto os relatórios com informações da Polícia Federal sobre Moraes e também sobre André Mendonça, que seria julgado na semana que vem. Assim, esta foi a questão analisada nesta terça.
O presidente do STF, Edson Fachin, foi contra Gilmar. Os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes seguiram Gilmar Mendes, enquanto André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia acompanharam Fachin, o que deixou o placar empatado em 4×4. No entanto, Flávio Dino pediu vista e seu voto foi desconsiderado, deixando o placar em 4×3 contra juntar as análises.



