Na Atenas do século VI a.C., as meretrizes já eram regulamentadas e pagavam rios de impostos ao Estado. O curioso é que sua forma mais antiga talvez seja a prostituição religiosa. O sexo fazia parte das atribuições das sacerdotisas em muitas religiões pagãs da antiguidade.
Em oito países europeus (Países Baixos, Alemanha, Áustria, Suíça, Grécia, Turquia, Hungria e Letônia), a prostituição é legal e regulamentada. O grau de proibição e a legislação contra a prostituição varia entre os países.
No topo da lista, encontra-se a Austrália, com uma média de 13,3 parceiros sexuais por cidadão e uma aprovação de 81% para o sexo antes do casamento. Em seguida, o Brasil ocupa a segunda posição, com uma média de nove parceiros sexuais e uma aprovação de 61% para relações sexuais antes do casamento.
A Classificação Brasileira de Ocupações reconhece a prostituição como trabalho livre, mas a legislação brasileira não garante direito algum aos trabalhadores desta categoria.
Depois da Suécia, a criminalização dos clientes da prostituição já foi aprovada na Islândia, Canadá, Cingapura, África do Sul, Coreia do Sul, Irlanda do Norte e agora na França. A medida vigora também na Noruega, com o detalhe de que esse país pune também cidadãos seus que fizerem turismo sexual.
Considerado a maior Zona de Prostituição a céu aberto da América Latina, o bairro do Itatinga (SP) possui uma circulação estimada de 2.000 profissionais do sexo por mês, permitindo o funcionamento de mais de 200 casas de prostituição de diversos tamanhos.
Não é possível determinar o país com mais prostituição de forma precisa, pois os dados sobre este assunto são difíceis de obter e são frequentemente subestimados. No entanto, estudos e estimativas indicam que a China, Índia e Estados Unidos são alguns dos países com maior número de pessoas envolvidas na prostituição. Outros países como o Brasil, Austrália e a Tailândia também são frequentemente mencionados em listas de países com altos índices de promiscuidade e prostituição.
No dia 2 de junho de 1975, 150 prostitutas ocuparam a igreja de Saint-Nizier, em Lyon, na França. Elas protestavam contra multas e detenções, em nome de uma guerra contra o rufianismo (atividade de quem tira proveito da prostituição alheia), e até contra assassinatos de colegas que sequer eram investigados. Além disso, marido.
A ocupação da igreja foi transmitida por todos os meios de comunicação, no país e no exterior, inclusive no Brasil. As mulheres exigiam que o seu trabalho fosse considerado “tão útil à França como outro qualquer”. Outras 200 prostitutas percorreram as ruas de carro distribuindo folhetos, com denúncias de que eram “vítimas de perseguição policial”, o que as impedia de trabalhar. Uma carta foi enviada ao presidente Giscard d’Estaing.
O movimento se ampliou para outras cidades francesas, como Marselha, Montpellier, Grenoble e Paris, onde colegas também entraram em greve. No dia 10 de junho, às 5 horas da manhã, as mulheres da igreja de Saint-Nizier foram brutalmente expulsas pela polícia.
Ao ter a coragem de romper o silêncio e denunciar o preconceito, a discriminação e as arbitrariedades, chamando a atenção para a situação em que viviam, as prostitutas de Lyon entraram para a história. Por isso, o 2 de junho foi declarado, pelo movimento organizado, como o Dia Internacional da Prostituta.



