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Você pode penhorar FGTS e pegar empréstimo mesmo se estiver negativado

Uma das poucas opções de empréstimo para quem está com o nome sujo é dar como garantia ao banco parte do valor que tem no FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço). O valor emprestado é de 10% do saldo total disponível, caso o trabalhador ainda esteja empregado. Mas a empresa para a qual você trabalha deve ter aderido ao serviço junto à Caixa, e a concessão do crédito depende da avaliação de cada banco.

Caso o cliente não pague o empréstimo, o banco retira os valores diretamente do saldo do FGTS. Se você for demitido sem justa causa e precisar pegar dinheiro, os 40% de multa da rescisão serão disponibilizados normalmente. Penhor de bens também é opção A Caixa Econômica Federal oferece uma opção em que é possível conseguir até R$ 100 mil, com taxa de juros de 1,99% ao mês, sem consulta ao SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) para saber se o cliente está negativado. Apesar do acesso fácil ao crédito, é preciso ficar atento. O banco exige que algum bem seja deixado como garantia de pagamento ao empréstimo, e especialistas alertam para a bola de neve que a dívida pode formar.

Esse serviço de acesso ao crédito da Caixa é chamado de penhor. Para contratar o penhor, é preciso ir a uma das agências que estão habilitadas. Os endereços podem ser encontrados no site oficial da Caixa. Para isso, basta selecionar “agências com penhor” no campo “atendimento”. Em seguida, escolha o estado e a cidade onde quer o atendimento. É preciso levar ao banco os bens que serão dados como garantia, além de documentos como RG, CPF e comprovante de residência. O que é aceito para o penhor, segundo a Caixa: Joias Canetas de valor (desde que analisadas por um avaliador, que constate o valor) Relógios de valor (também analisados) Pratarias de valor Metais e pedras nobres (ouro, diamante etc) Um prazo é definido no contrato —o máximo é 180 dias— e, ao final dele, os objetos são devolvidos de acordo com o cumprimento. Se o pagamento não for realizado em até 30 dias depois do prazo final, os bens vão a leilão. O valor do empréstimo vai de R$ 50 a R$ 100 mil, dependendo do bem a ser usado de garantia.

O consultor em finanças Yuri de Martino afirma que o penhor é uma “boa opção” para quem está negativado, pois permite a quitação da dívida quase imediatamente, saindo assim da lista de maus devedores. Porém, ele alerta para o risco da “bola de neve” de contas. “Quando se penhora um bem, a pessoa deixa de ser dona dele até que a dívida seja quitada. Como os mecanismos de penhora são equivalentes a financiamentos e empréstimos, no caso de inadimplência, os bens penhorados são mais facilmente confiscados para quitação da dívida”, explica.

Condições especiais de penhor até 29 de julho Até 29 de julho, a Caixa oferece condições diferenciadas para clientes que estão com os pagamentos do penhor em atraso. “Nesse período, o cliente pode optar por renovar, pagar as prestações em atraso ou liquidar o contrato com descontos nos encargos por atraso”, diz a Caixa. Os descontos incidem exclusivamente sobre os encargos dos contratos com mais de 60 dias de atraso, e podem variar de acordo com as características do crédito. Se o contrato for liquidado, o usuário tem o bem de volta — já que pagou toda a dívida.

“Primeiro passo é fazer uma revisão de gastos, colocar tudo em uma planilha, e ver onde está gastando acima da medida. A partir daí, analisar o que pode ser reduzido. Depois, analisar se é possível alguma atividade extra que gere renda adicional, mesmo provisoriamente. E, com isso, a pessoa pode partir para uma renegociação ou a troca de dívida”, afirma.

Por exemplo: se a família tem uma renda média de R$ 5.000, ela deve gastar no máximo R$ 2.500 com despesas fixas (aluguel, água, luz, internet e outras parcelas de financiamentos, penhora ou empréstimos. Afirmam especialistas.

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