O Povo News

Preço da gasolina sobe 2,7% e ultrapassa R$7 pela primeira vez no Governo Lula

A recente alta nos preços é reflexo direto do reajuste promovido pela Petrobras em suas refinarias há duas semanas

O preço da gasolina nos postos brasileiros continua em alta e atingiu um novo patamar. De acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o combustível foi vendido, em média, a R$6,13 por litro na última semana, representando um aumento de 2,7% em relação à semana anterior.

Este é o maior valor desde o início do governo Lula e a primeira vez que a gasolina ultrapassa a marca dos R$6 por litro desde setembro de 2023, considerando os efeitos da inflação.

O recente reajuste da gasolina nas refinarias da Petrobras, anunciado no início do mês, já mostra seus efeitos nos postos de combustível. A alta acumulada desde a semana anterior ao reajuste chegou a 5%, o equivalente a R$0,29 por litro, quase o dobro do aumento de R$0,15 por litro previsto pela estatal.

O reajuste foi a primeira alteração no preço da gasolina nas refinarias da Petrobras desde outubro de 2023, quando a empresa havia reduzido o valor do combustível. Impulsionado pela alta do petróleo e do dólar, o recente aumento ainda não foi suficiente para eliminar a defasagem em relação às cotações internacionais.

Na abertura do mercado da última quarta-feira (24), o preço da gasolina nas refinarias da Petrobras estava, em média, 7% abaixo da paridade de importação.

 A diferença atual nos preços da gasolina reflete a nova estratégia comercial da Petrobras, que passou a não considerar exclusivamente a paridade de importação na definição dos preços, atendendo à promessa do presidente Lula de “abrasileirar” os valores.

Além da gasolina, outros combustíveis também registraram alta. O etanol hidratado, principal concorrente da gasolina, teve um aumento na última semana, atingindo a média de R$4,08 por litro. O diesel S-10, por sua vez, teve um aumento de R$ 0,03 por litro nas refinarias, com uma defasagem ainda maior em relação à paridade de importação, chegando a 10%.

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