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Quem foi Nelson Ned o cantor pequenino

Nelson Ned d’Ávila Pinto nasceu em Ubá, 2 de março de 1947. Morreu em Cotia, 5 de janeiro de 2014, foi um cantor, compositor e escritor brasileiro. Foi o primeiro latino a vender 1 milhão de discos nos Estados Unidos, e chegou a se apresentar ao lado de grandes nomes da música romântica internacional, como Julio Iglesias e Tony Bennett.

Quando criança não se desenvolvia, foi diagnosticado com displasia espôndilo-epifisária, que o levou a ter apenas 90 centímetros de altura na fase adulta. Seus seis irmãos nasceram sem esse distúrbio, mas os três filhos de Nelson herdaram o nanismo.

Como seus pais gostavam de música, o jovem Nelson logo começou a cantar, ganhando um prêmio em uma rádio de Ubá aos 4 anos. Ao fim da década de 1950, sua mãe, dona Ned, havia passado num concurso da Coletoria Estadual de Minas Gerais, e se mudou com a família para a capital Belo Horizonte. Com apenas 12 anos, Nelson começou a trabalhar como secretário do gerente da fábrica da Lacta, e algum tempo depois sua carreira de cantor ganhava espaço em programas da TV Itacolomi, e as rádios Guarani, e Inconfidência.

Nos anos 60, começou a se apresentar e gravar discos, inclusive noutros países da América Latina, na Europa, e na África, onde é extremamente popular. Com repertório voltado para a música romântica, seus shows atraíam multidões em estádios e teatros.

Nelson Ned, como compositor, já teve canções gravadas por Moacyr Franco, Antônio Marcos, Agnaldo Timóteo e outros. O maior sucesso de sua carreira foi a canção Tudo Passará, de 1969, que obteve quarenta regravações, inclusive em versão sertaneja com a dupla João Mineiro & Marciano nos anos 80, que no mesmo disco também gravaram de Nelson o hit Se Eu Pudesse Falar Com Deus.

Ganhou Discos de Ouro no Brasil e no exterior, tendo vendido mais de 45 milhões de discos e tem em sua carreira um feito histórico, se apresentar no Carnegie Hall, em Nova Iorque, feito que se repetiu por 4 vezes com lotação total.

Nos anos 1990, convertido ao Evangelho, iniciou uma bem-sucedida carreira gospel. Logo em seu primeiro CD, Jesus está vivo, de 1993, ganhou disco de ouro com mais de um milhão de cópias vendidas.

Lançou em 1996 a biografia O Pequeno Gigante da Canção, uma referência à sua condição de anão. No livro, ele contou que enfrentou depressão no auge de sua carreira, passou a beber e envolveu-se com drogas.

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