O Povo News

Presídios federais no Brasil não acompanham transformação de facções, dizem especialistas

O poder dos presídios federais contra as estratégias do crime organizado é limitado, mesmo com os protocolos rígidos de controle. Na última semana, a fuga inédita de dois detentos em Mossoró (RN), onde fica uma das cinco unidades de segurança máxima sob gestão do Ministério da Justiça e Segurança Pública, colocou em xeque o sistema criado para isolar chefes das maiores facções que atuam no Brasil.

Especialistas ouvidos pela Folha apontam que a explicação está na evolução dos grupos criminosos, que têm se adaptado em redes mais descentralizadas e menos dependentes de uma liderança.

Avaliam ainda que a vigilância extrema pode criar mercados ilegais lucrativos para benefícios e corrupção de servidores.

Já agentes afirmam que o apoio da rede federal é fundamental para o combate ao crime e pedem mais recursos humanos e tecnológicos para aprimorar o monitoramento e novas evitar falhas.

Inspiradas no modelo americano chamado de supermax, cuja unidade pioneira foi inaugurada em 1983, em Marion, no estado de Illinois, as penitenciárias federais passaram a funcionar no Brasil com a abertura da unidade de Catanduvas (PR), em 2006.

Nelas, o controle vai da rotina dos internos às regras de visita, que só ocorrem por meio de parlatório ou videoconferência.

Compartilhe nas redes sociais:

Leia mais

Captura de tela 2026-10-02 053445
Captura de tela 2026-10-02 053141
Captura de tela 2026-10-01 052851
CNH-Social-750x469
Captura de tela 2026-10-01 051902
Captura de tela 2026-10-01 051502
biblia-origem-significado-e-importancia-do-simbolo-religioso-3-e1617217254357
Captura de tela 2026-09-30 050337
Captura de tela 2026-09-30 050002
image-108
uldurico-junior-x944-696x463
Captura de tela 2026-09-29 054143