Mensagem do secretário-geral da ONU, António Guterres, para o Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca, assinalado em 17 de junho.
As pastagens naturais são vastos espaços abertos existentes em todos os climas e em todos os continentes.
Cobrem metade da superfície terrestre, fornecendo alimentos e fibras essenciais e sustentando mais de dois bilhões de pessoas. Desempenham também um papel crucial como habitats de vida selvagem e sumidouros de carbono.
No entanto, cerca de cinquenta por cento das pastagens naturais do mundo estão agora degradadas ou em risco.
Estas condições ameaçam o sistema alimentar global, prejudicam os meios de subsistência locais, reduzem a biodiversidade e aumentam as emissões de gases com efeito de estufa.
Neste Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca, lançamos um apelo urgente para reconhecer e respeitar as pastagens naturais do mundo:
Isto implica investir na recuperação, em especial na segurança hídrica;
Capacitar as comunidades rurais através de emprego sustentável;
E desenvolver soluções além-fronteiras através da cooperação internacional.
Este ano assinala também o Ano Internacional das Pastagens Naturais e dos Pastores – uma oportunidade para apoiar os pastores e os povos indígenas, cujo conhecimento tradicional pode ajudar a salvaguardar estes ecossistemas.
Para proteger o nosso futuro, temos de proteger a terra.
Juntos e juntas, asseguremos que as pastagens naturais em todo o mundo prosperem para as gerações futuras.
Origem da Data
O Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca foi criado pela Organização das Nações Unidas (ONU) e celebrado pela primeira vez em 1995.
Vários países do mundo se comprometeram em diminuir as ações destrutivas que colaboram com o processo de desertificação em todo o planeta. Este acordo foi oficializado através da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação nos Países Afetados por Seca Grave e/ou Desertificação (UNCCD).
Desertificação no Brasil
O Brasil faz parte da UNCCD desde 27 de junho de 1997, se comprometendo a evitar o desgaste dos recursos biológicos dos diferentes climas que compõem o país.
Calcula-se que uma área de 230 mil km², na região Nordeste, já esteja em processo de desertificação. As cidades mais atingidas seriam Irauçuba (CE), Gilbués (PI), Seridó (RN e PB) e Cabrobó (PE), que somam 18.177 km² e afetam 399 mil pessoas.
Processo de Desertificação
O processo de desertificação consiste na perda da capacidade de determinado ecossistema de renovar os seus recursos biológicos, seja por culpa da ação humana ou das variações climáticas.
A água é essencial para a vida, e nos locais onde há escassez deste recurso natural são esperados danos catastróficos para a existência de seres vivos.



