Franedir Gois/OPovonews
Raimundo Cézar Magalhães Dantas é natural de Salvador, onde cursou as primeiras séries, concluiu o ensino fundamental II e ensino médio no Colégio da Polícia Militar do Estado da Bahia, em 1982, de onde partiu do Dendezeiros direto para a Academia de Polícia Militar, já que obtivera acima de 80% de aproveitamento. Tanta dedicação o credenciou ao Espadim Tiradentes, símbolo do cadete, das mãos do então governador João Durval Carneiro
De aspirante a oficial em 1985, passando por todas as patentes da carreira do oficialado militar. Tendo sido elevado a 2º tenente em fevereiro de 1986, e promovido dois anos mais tarde a 1º tenente. Em outubro de 1994 graduou-se a capitão da PM, sendo promovido a Major em 23 de dezembro de 2006 e a tenente-coronel em 22 de abril de 2017, até chegar à reserva remunerada em 28 de fevereiro de 2020, com os seus devidos proventos de coronel. Após mais de 30 anos de intensos serviços prestados à segurança pública baiana, inclusive tendo ocupado os principais cargos de comando das unidades da região, como comandante da Polícia Militar em Itamaraju e em Teixeira de Freitas. De 2016 a 2019, respondeu pela diretoria do Colégio Anísio Teixeira da Polícia Militar de Teixeira de Freitas. Mas não abandonou o magistério, já que leciona as disciplinas ciências criminais e segurança pública no curso de direito da Faculdade Pitágoras.
Graduações: É bacharel em Direito e em Ciências Contábeis, além de advogado e mestre em Planejamento Territorial pela UCSAL.
Academia: É membro da ATL (Academia Teixeirense de Letras), ocupando a Cadeira nº 13.
Docência: Atua como professor e pesquisador nas áreas de segurança pública, direitos humanos e sociologia, sendo autor de publicações voltadas à gestão participativa e polícia comunitária.
O escritor e tenente-coronel da reserva da Polícia Militar do Estado da Bahia, autor do livro “Gestão Participativa e Polícia Comunitária”, Raimundo Magalhães é o titular da Cadeira nº 13 da ATL – Academia Teixeirense de Letras. A vaga em que o tenente-coronel Magalhães é titular, trata-se da cadeira que foi ocupada pelo romancista João Santos e que tem a saudosa professora Rosália Pereira da Silva como Patronesse. O oficial já foi homenageado pela ATL em 2019. O acadêmico Raimundo Magalhães titularizou a tesouraria da diretoria 2021-2022 encabeçada pelo escritor e jornalista Athylla Borborema, e foi eleito vice-presidente para gestão 2023-2024 encabeçada pelo escrito e engenheiro Carlos Mensitieri.
Trajetória do Coronel Raimundo Cézar Magalhães Dantas no Extremo Sul do estado
Comando em Itamaraju: Ele de fato comandou o policiamento militar na região de Itamaraju antes de chegar a postos mais altos na carreira.
Diretor do CPM: Entre 2016 e 2019, o então Tenente-Coronel Magalhães foi o Diretor Geral do Colégio da Polícia Militar (CPM) Anísio Teixeira, localizado em Teixeira de Freitas.
Atuação em Teixeira de Freitas: Na região, ele também comandou a 87ª CIPM (Companhia Independente de Polícia Militar) e teve forte ligação histórica com o 13º Batalhão de Polícia Militar (BPM), unidade tradicional que por muitos anos centralizou a segurança pública de mais de uma dezena de municípios do Extremo Sul baiano.
Faz parte da identidade e das pesquisas da região, frequentemente associado às populações ribeirinhas e moradores no entorno da BR 101 ou utilizado em contextos culturais e de segurança de comunidades tradicionais locais. Como o Coronel Magalhães possui forte veia acadêmica com doutorado e mestrado focados em Estado, Sociedade e Gestão Social, suas pesquisas e atuação comunitária dialogam diretamente com essas realidades populacionais e territoriais do interior baiano.
O Coronel Raimundo Magalhães instituiu a tradicional Missa do Policial Militar (frequentemente realizada em celebração ao Dia do Soldado e uma vez ao mês).
Essa iniciativa reflete perfeitamente o perfil dele:
Polícia Comunitária e Humanizada: Sempre defendeu que a segurança pública não se faz apenas com força, mas com aproximação, espiritualidade, valorização do ser humano e fortalecimento dos laços entre os policiais e a comunidade local.
Tradição e Família: A criação da missa serve também como um ponto de encontro para reunir as famílias dos militares, promovendo apoio emocional e espiritual para homens e mulheres que enfrentam o estresse diário da profissão.
Tanto a criação da missa quanto o carinho pelas comunidades tradicionais (“beradeiros”) e a atuação firme na educação (como diretor do CPM) mostram por que ele se tornou uma figura tão respeitada na região antes de assumir o Comando-Geral da PMBA.
Como ele sempre teve uma ligação profunda com a comunidade, a cultura local e a religiosidade — o que também o levou a criar a Missa do Militar —, ele subiu aos palcos no Extremo Sul. No tradicional espetáculo da Paixão de Cristo, que costuma mobilizar elencos numerosos e atrair milhares de fiéis da região, ele participou ativamente da encenação teatral.
Essa faceta artística e comunitária reforça o perfil multifacetado do hoje Comandante-Geral: oficial da PM, pesquisador, acadêmico de letras, homem de fé e também participante ativo das manifestações culturais do povo baiano.







