Fenômeno foi registrado no município de Pedro Osório, nesta quinta-feira. Este foi o segundo tornado que atinge o território gaúcho em menos de duas semanas.
Um morador de Pedro Osório, no Sul do RS, teve a casa completamente destruída pela passagem de um tornado no município.
Leonardo Hepp Ferreira, diretor de Agricultura da prefeitura e pecuarista, contou que estava fora da propriedade no momento do temporal e só viu a dimensão dos estragos ao retornar ao local.
O Rio Grande do Sul foi afetado por uma frente fria associada à formação de um ciclone extratropical no oceano. No entanto, de acordo com a Defesa Civil, a linha de instabilidade já se afasta do estado, mas mantém ventos persistentes.
Segundo Ferreira, ele havia saído para trabalhar durante a tarde. Já na cidade, percebeu o início da tempestade e começou a receber mensagens informando que um tornado havia passado pela região onde fica sua residência, na localidade da Vila Matarazzo.
Quando as condições do tempo melhoraram, ele foi até a propriedade. O cenário encontrado era de devastação.
“Cenário de guerra, desmanchou tudo. Não tem mais nada”, relata Ferreira.
Leonardo disse que soube dos danos por meio de registros feitos por pessoas que passavam pela estrada durante o temporal. Em um dos vídeos, é possível ver a área onde ficava a residência. Veja acima.
A construção foi totalmente destruída pela força do vento.
“Era uma casa, agora não tem mais nada”, lamenta o morador.
Tornado atingiu interior de Pedro Osório
Pela segunda semana consecutiva, um tornado foi confirmado no Rio Grande do Sul. Desta vez, o fenômeno ocorreu no interior do município de Pedro Osório, no Sul do estado, nesta quinta-feira (6).
A confirmação foi feita pela Climatempo Meteorologia, com base em dados da Defesa Civil do RS. Até a publicação desta reportagem, não havia informações sobre feridos e estragos.
Conforme a Climatempo, o tornado foi gerado por uma supercélula, um tipo de tempestade com corrente ascendente giratória. “Supercélulas comumente causam granizo de grande tamanho e rajadas de vento intensas, e em algumas ocasiões tornados”, explica a Defesa Civil.
No total, oito cidades reportaram danos danos nesta quinta-feira.
Primeiro tornado
O caso marca a segunda semana seguida com registro de tornado no estado.
Na última semana, no dia 28 de julho, o mesmo fenômeno atingiu a região Noroeste do estado nos municípios de Giruá, Sete de Setembro e Senador Salgado Filho.
A Defesa Civil Regional confirmou quatro feridos no total.
Corredor de tornados
O Rio Grande do Sul está inserido no chamado corredor de tornados da América do Sul, considerado uma das regiões mais favoráveis do planeta para a formação desses fenômenos, atrás apenas da região central dos Estados Unidos.
Nessa faixa do continente, diferentes condições atmosféricas costumam se encontrar com frequência. Um dos fatores determinantes é o encontro do ar quente e úmido vindo da Amazônia com o ar frio que avança do sul do continente.
Quando os ventos mudam de direção e velocidade conforme a altitude, a tempestade começa a girar. O tornado é justamente a coluna de ar em rotação que liga a base da nuvem ao solo. Em poucos minutos, os ventos podem ultrapassar 300 quilômetros por hora.
O que é o tornado
Conforme a Climatempo Meteorologia, “o tornado é uma corrente de ar ascendente gerada entre a base da supercélula e o solo, em forma de funil, com movimento giratório. A passagem de um tornado provoca torções em objetos justamente por causa desta característica de giro intenso. O prolongamento da base da supercélula em formato de funil é visível no horizonte. Quando o funil toca o solo chamamos de tornado.
Em muitos casos, o funil é visível apenas na base da nuvem e não chega ao solo.
O tornado pode se deslocar e causa danos em alguns quilômetros. O mesmo padrão de estragos é visível ao longo de um caminho”.


