O Povo News

Segundo Pesquisa, Estado já Entregou R$ 251 Milhões ao PCC

Um levantamento realizado pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo revelou que mais de R$ 251 milhões foram direcionados a empresas associadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC) ao longo dos anos de 2016 a 2023. Essa descoberta alarmante lança luz sobre a extensão da influência e operações financeiras do grupo criminoso no estado.

Durante um evento em Nova York, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, expôs que o PCC controla aproximadamente 1.100 postos de combustíveis em todo o estado e está expandindo suas atividades para o setor de etanol, adquirindo usinas.

Essa revelação ressalta a sofisticação e a diversificação das operações do grupo criminoso, além do desafio significativo que representa para as autoridades estaduais e federais no combate ao crime organizado.

Essas informações lançam uma nova luz sobre a complexidade e a amplitude das atividades do PCC, destacando a necessidade urgente de medidas mais rigorosas e eficazes para enfrentar essa ameaça à segurança pública.

Veja notícia sobre PCC

Empresas usadas pelo PCC movimentaram R$ 32 bilhões em 4 anos, diz Coaf

Durante quatro anos, 78 empresas utilizadas por criminosos para lavar dinheiro proveniente do tráfico de drogas do PCC (Primeiro Comando da Capital) movimentaram R$ 32 bilhões, de acordo com relatório de inteligência financeira do Coaf (Conselho de Controle de Atividades

A sofrível segurança pública do Brasil — a alta criminalidade, inclusive as dezenas de milhares de assassinatos que o país registra a cada ano — não se deve a fatores desconhecidos.

Parte se deve à impunidade que grassa no país, talvez como em nenhuma outra parte do mundo.

Mas é inegável que — e quem é do ramo sabe bem disso — deve-se ao tráfico de drogas a esmagadora maioria dos crimes cometidos dentro de fronteiras brasileiras. As autoridades responsáveis, talvez preocupadas com problemas mais comezinhos, talvez por ignorância pura e simples, não têm dado ao problema a atenção que merece.

Não poderiam essas autoridades ignorar que a atividade mais lucrativa no mundo de hoje é o tráfico de drogas; que o Brasil está cercado pelos maiores produtores; que o país é rota obrigatória da droga exportada para os Estados Unidos e a Europa; que existem grandes organizações criminosas brasileiras que dispõem de recursos abundantes e exércitos armados (uma estimativa modesta da ONU afirma que apenas o PCC movimenta 2,5 bilhões de reais por ano no Brasil). Não poderiam ignorar, mas ignoram, ou fazem que tal, e não agem no enfrentar o problema.

O resultado é a insegurança nas ruas, a dizimação da juventude mais pobre, o afugentamento dos turistas, a morte de policiais e tanta coisa mais.

Recentemente, algo assustador vem se juntar a esse quadro de infelicidades. Falo da possível aproximação do narcotráfico com os governos. Casos já existiram de uma intensa comunhão entre tráfico e altas autoridades, como ocorreu na Bolívia quando governava Evo Morales, e não foi o único caso do que se convencionou chamar de Narcoestado. Nem é preciso evidenciar a tragédia que representa isso.

Pois bem: estamos assistindo no Brasil uma série de pequenos fatos, envolvendo traficantes e autoridades, que ao menos acendem um alerta. Se uma série de pequenos acontecimentos semelhantes pode significar algo maior a caminho, é hora de tomar providências, a menos que o que se quer seja justamente que venha essa grande ocorrência.

O tráfico sonha em se aproximar do governo, qualquer governo. Cabe às autoridades, e quanto mais elevadas maior sua responsabilidade, repudiar, com todas as forças essa aproximação espúria. Mas isso está acontecendo? Examinemos uma sucessão de notícias que devem deixar o leitor atento, e muito mais que ele as autoridades, principalmente a nível federal.

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