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Mecânico de Teixeira é condenado a 30 anos de prisão por morte de enfermeira; IML apontou sinais de tortura

O mecânico da cidade de Teixeira de Freitas, Reginaldo Ferreira de Souza, mais conhecido como “Pau Véio”, foi condenado nesta quarta-feira a 30 anos de prisão, por matar a enfermeira Priscila Cardoso, de 35 anos, no dia 15 de março deste ano. O crime aconteceu na região de Ipaba e foi julgado na comarca de Caratinga-MG.

“Pau Véio”, que confessou o crime, recebeu a sentença de 30 anos e 15 dias. Ele teria sido enquadrado em latrocínio, ou seja, roubo seguido de morte. Reginaldo teria fugido com o carro da enfermeira depois do crime e vendido o automóvel. A defesa de Reginaldo deve recorrer da sentença.

Foto: Jornal Diário do Aço

O Crime
O crime aconteceu no dia 15 de março deste ano, em Santana do Paraíso, cidade que faz parte do Vale do Aço. O caso ganhou grande repercussão no Vale do Aço e teve o trabalho das polícias civil e militar de Minas Gerais, Espírito Santo e Bahia, além da Polícia Rodoviária Federal. “Pau Véio” foi preso em Guarapari-ES, no dia 19 de março.

Em depoimento, ele disse que teve um relacionamento com Priscila por cerca de três meses, porém, tinham terminado. O acusado relatou que não aceitava o fim do relacionamento e que os dois teriam ido conversar.

“Ela conversou comigo, disse que queria terminar o relacionamento comigo, porque o irmão dela era um policial, aí ele não ia aceitar ela namorar com um ex-presidiário”, disse Reginaldo, na época.

Perícia foi acionada e esteve no local em que o corpo foi encontrado. Foto: Jota Passos

Ainda em depoimento, Reginaldo alegou que o disparo que matou Priscila Cardoso foi acidental e ocorreu durante uma discussão entre os dois. “Eu discutindo com ela, aí ela pegou na minha mão e falou comigo que eu não tinha coragem de matar ela. Aí ela pegou minhas duas mãos e bateu na testa dela com o revólver; o revólver pegou e disparou na testa dela”.

Segundo Alexandro Silveira Caetano, delegado da Polícia Civil em Santana do Paraíso, os policiais tiveram conhecimento do crime na terça-feira, 16 de março, pela manhã. As diligências foram iniciadas e imagens de câmeras de segurança foram coletadas. Pelos registros, foi possível identificar Reginaldo saindo com Priscila no carro.

Após uma ação conjunta entre a Polícia Rodoviária Federal, Polícias Militar e Civil, o veículo de Priscila, um Chevrolet Onix, de cor branca, foi localizado no mesmo dia em Teixeira de Freitas, na Bahia. A princípio, a PC suspeitava apenas de sequestro com possibilidade de pedido de resgate, porém, o veículo foi localizado com a placa traseira já desparafusada, com um mecânico suspeito de receptação.

O delegado também detalhou que, com o apoio de uma empresa de ônibus, eles conseguiram dois nomes de passageiros que haviam comprado passagem de Teixeira de Freitas para Ipatinga-MG. Após análise das informações, a Polícia identificou que um deles era Reginaldo, que já tinha passagens pela polícia.

Em seguida, a polícia conseguiu descobrir o hotel em que ele estava hospedado em Teixeira de Freitas. A PC pediu um mandado de prisão, que em menos de duas horas foi liberado, e começou a procurar por ele.

Na quinta-feira, 18 de março, a PM conseguiu outra informação, desta vez, da residência do acusado no bairro Bethânia, em Ipatinga. Os militares descobriram o horário de chegada e saída dele, no dia do desaparecimento de Priscila.

Na continuação das diligências, na tentativa de descobrir o paradeiro de Reginaldo, as autoridades conseguiram localizá-lo em Guarapari. Na sexta-feira, 19 de março, foi realizada uma operação, na qual ele foi preso. Com a prisão, os policiais civis saíram do Vale do Aço e foram sentido a cidade capixaba, para realizar a transferência dele.

Conforme Alexandro Silveira, Reginaldo foi perguntado sobre o paradeiro de Priscila e informou que ela estava morta desde a segunda-feira, 15 de março. A polícia foi até o local informado pelo acusado e encontrou o corpo da enfermeira, no sábado, 20 de março, em uma estrada vicinal de acesso a cidade de Ipaba, na região do Vale do Aço.

Laudo do IML

O corpo de Priscila foi encaminhado ao Instituto Médico Legal em Ipatinga. O laudo feito pelos peritos apontou sinais de tortura. A informação foi divulgada durante uma coletiva de imprensa, no dia 23 de março.

Segundo o delegado Alexandro Silveira, os exames mostraram indícios de tortura e ossos quebrados em um dos braços, perna e dedos da mão, porém, não haviam provas de um possível abuso sexual.

Fonte: Plox

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