Instituído no Brasil pela Lei Federal nº 12.630/2012, o dia 11 de maio tornou-se o Dia Nacional do Reggae. A data para celebração deste gênero musical, originário da Jamaica, foi escolhida por ser o dia em que faleceu Robert Nesta Marley, mais conhecido como Bob Marley, em 1981, aos 36 anos de idade, em Miami (EUA).
Nascido em 6 de fevereiro de 1945 (estaria completando 75 anos em 2020), o jamaicano Bob Marley foi responsável por popularizar o reggae por todo o mundo. Com a banda The Wailers, que fundou em 1963, transitou do ska e rocksteady, para desaguar e definir o que viria a ser conhecido como reggae roots (raiz).
Marley é considerado um dos maiores representantes do estilo musical que surgiu na Jamaica, no final da década de 1960. Com a proposta de, por meio da música, falar de temas como o preconceito e desigualdade. Um estilo desenvolvido a partir de dois outros, o scar e o rock steady, uma mistura de gêneros, uma combinação harmoniosa e expressiva de sons e ritmos que, na década de 70, ganhou as asas luminosas da arte, despontando para o mundo.
Mas se Bob Marley é considerado expoente do estilo no mundo, alertam alguns pesquisadores, não pode ser considerado o único. Aqui no Brasil foi no estado do Maranhão que o ritmo ecoou com mais força. Músicos foram influenciados pelo novo estilo, por um de seus aspectos mais característicos: a arte de expressar a cultura e a força de um povo por meio de sua musicalidade.
Mas que tipo de música é essa? Com batidas ritmadas, firmes, e suaves ao mesmo tempo? Capaz de alegrar o corpo e o pensamento? Muitos fizeram essa pergunta. O dicionário diz que a palavra grega, musikós, musical, significa o vínculo do espírito humanos com qualquer forma de inspiração artística. O reggae foi introduzido na música brasileira, principalmente por meio do trabalho de Gilberto Gil.