Governador da Bahia reforça confiança em Jaques Wagner após saída da liderança do governo no Senado e em meio à repercussão do caso Banco Master.
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, manifestou apoio público ao senador Jaques Wagner nesta quarta-feira, 24/06/2026, após o parlamentar anunciar afastamento da liderança do Governo Lula no Senado Federal, em meio à repercussão política e jurídica das investigações relacionadas ao caso Banco Master. Em publicação nas redes sociais, Jerônimo destacou a trajetória do senador, afirmou ter “confiança total” no aliado e defendeu que Wagner seguirá atuando pela Bahia e pelo Brasil, enquanto busca se defender das acusações no âmbito das apurações em curso.
Jerônimo exalta papel de Wagner no Governo Lula
Na manifestação, Jerônimo Rodrigues afirmou que “a Bahia e o Brasil reconhecem” o trabalho realizado por Jaques Wagner na liderança do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O governador atribuiu ao senador papel relevante na articulação política da base governista no Congresso Nacional e associou sua atuação à reconstrução democrática e institucional do país.
O chefe do Executivo baiano também citou a experiência política, o senso democrático e a capacidade de conciliação de Wagner como elementos centrais de sua atuação no Senado. A declaração ocorre em um momento de elevada pressão sobre o parlamentar, que deixou a função de líder do governo após reunião com Lula.
Jerônimo afirmou ainda que mantém “confiança total” no senador e disse acreditar que ele irá se defender das “injustiças”. A formulação preserva a linha política adotada por aliados de Wagner desde o avanço das investigações: apoio público ao parlamentar, defesa do devido processo legal e expectativa de esclarecimento dos fatos nas instâncias competentes.
Afastamento ocorre em meio à repercussão do caso Banco Master
O afastamento de Jaques Wagner da liderança do governo no Senado ocorre no contexto da 9ª fase da Operação Compliance Zero, investigação relacionada ao caso Banco Master. A apuração alcançou figuras políticas de diferentes campos partidários e ampliou o impacto institucional de um caso que envolve suspeitas sobre o sistema financeiro, relações políticas e atuação de agentes públicos e privados.
Wagner nega irregularidades. A defesa do senador sustenta que ele não atuou no Congresso Nacional para favorecer o Banco Master e questiona medidas adotadas no âmbito da investigação. O caso segue submetido ao exame das autoridades responsáveis, com necessidade de observância da presunção de inocência, do contraditório e da ampla defesa.
A saída da liderança do governo no Senado, contudo, tem efeito político imediato. A função exercida por Wagner era estratégica para a articulação entre o Palácio do Planalto, a base aliada e os senadores em votações de interesse do Executivo. Sua substituição exigirá reorganização política em um ambiente parlamentar marcado por disputas, negociações e sensibilidade eleitoral.
Apoio de Jerônimo busca preservar capital político na Bahia
A manifestação de Jerônimo Rodrigues também tem peso no cenário político baiano. Jaques Wagner é uma das principais lideranças do PT no estado, foi governador da Bahia por dois mandatos e permanece como figura central na composição política governista.
Ao defender Wagner publicamente, Jerônimo busca preservar a coesão do grupo político que governa a Bahia e manter o discurso de confiança institucional no senador. A fala também reforça a tentativa de separar o campo da investigação, ainda em curso, da trajetória política construída pelo parlamentar ao longo de décadas.
O episódio ocorre em momento sensível para a base governista. A repercussão do caso Banco Master impõe desgaste político e exige respostas coordenadas entre lideranças estaduais e nacionais. Nesse cenário, o apoio do governador funciona como gesto de solidariedade, mas também como sinal de manutenção da aliança política que sustenta o governo baiano e integra a base do presidente Lula.




