O Povo News

09 de Abril – Dia Nacional da Biblioteca

“E eis que veio uma peste e acabou com todos os homens. Mas em compensação ficaram as bibliotecas. E nelas estava escrito o nome de todas as coisas!” – Mário Quintana, jornalista, tradutor e poeta brasileiro.

Bibliotecas: guardiãs da memória e facilitadoras do aprendizado.

O Dia Nacional da Biblioteca é celebrado em 9 de abril e coincide com a publicação do Decreto nº 84.631, de 1980. A comemoração tem como objetivo destacar o papel estratégico desses espaços como centros de acesso à informação, à cultura e à cidadania. Mais do que locais de guarda de livros, as bibliotecas são instituições comprometidas com a preservação da memória coletiva e com a promoção da inclusão social. São ambientes que acolhem a diversidade, estimulam a criatividade e o estudo, contribuindo, assim, para a construção de uma sociedade mais consciente, inovadora e participativa.

Valorizar as bibliotecas é reconhecer não apenas o poder inspirador dos livros, é também homenagear os profissionais bibliotecários, que mantêm esses acervos e espaços acessíveis e dinâmicos. Embora a preservação do conhecimento continue sendo central, a atuação do bibliotecário expandiu-se para além da função tradicional de guardião, incorporando novas tecnologias e abordagens como a curadoria de conteúdo, mediação de informação, gerenciamento de acervos digitais e colaboração com pesquisadores e cientistas.

Celebrar o Dia Nacional da Biblioteca é, portanto, reafirmar o compromisso com a educação, a cultura e a inclusão.

Curiosidades:

  • A Biblioteca mais antiga do Brasil está localizada em Salvador, é a Biblioteca do Mosteiro de São Bento, fundada em 1582. Segunda maior biblioteca de obras raras do país. O Acervo ultrapassa os 200 mil volumes e o setor de obras raras possui aproximadamente 13 mil livros impressos entre os séculos 16 ao 19.

A primeira biblioteca pública do Brasil e da América Latina, foi inaugurada em 13/05/1811, é a Biblioteca Central do Estado da Bahia (BCEB), antiga Biblioteca pública do Estado da Bahia. A partir de agosto de 1811, o acesso ao público foi oficialmente liberado.

Seu acervo é composto por materiais bibliográficos; multimídia; cartográficos; manuscritos; periódicos; iconográficos; partituras, somando mais de 100.000 itens adquiridos por compra e doação.

A maior biblioteca da América Latina é a Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Embora tenha sido inaugurada em 29/10/1810, o acesso ao público só foi liberado em 1814. Está entre as mais importantes bibliotecas nacionais do mundo (8ª maior), segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

Em 2006 foi criada a Biblioteca Nacional Digital (BNDigital), que integra todas as coleções digitalizadas, posicionando a Fundação Biblioteca Nacional na dianteira das bibliotecas da América Latina e igualando-a às maiores bibliotecas do mundo no processo de digitalização de acervos e acesso a obras e serviços via Internet.

Biblioteca Ministro Ruben Rosa, do Tribunal de Contas da União (TCU)

Em 1915 o Presidente Dídimo Agapito da Veiga anunciou a criação da biblioteca do Tribunal de Contas da União na conclusão do relatório das contas do governo daquele ano. Segundo suas palavras “A organização da biblioteca impunha-se como uma necessidade inadiável”.

Para viabilizar essa iniciativa, foram designadas duas pessoas responsáveis por registrar as obras no livro de tombo e estruturar o acervo, que já reunia cerca de 4.000 volumes.

Porém, somente em 1941, na cidade do Rio de Janeiro, foi oficializada a criação da biblioteca do TCU por meio de Instrução de 20 de maio daquele ano, assinada pelo então Presidente do Tribunal, Sua Excelência o Senhor Ministro Ruben Rosa. Em 1969, por intermédio da Resolução nº 84, de 29.10, assinada pelo então presidente do Tribunal, Ministro Iberê Gilson, a unidade foi batizada como “Biblioteca Ministro Ruben Rosa”.

Em 1961 a biblioteca acompanhou a mudança do TCU para Brasília e, desde então, ocupou diferentes endereços na Esplanada dos Ministérios. Em 1975 passou a ocupar o atual edifício sede da Instituição. Em 2012, mudou-se para o edifício Anexo III.

A Biblioteca inaugurou, em 2017, uma unidade no edifício do Instituto Serzedello Corrêa para prestar assistência a Escola Superior do Tribunal de Contas da União.

Desde 2022, instalada e dentro deste ambiente sob os cuidados e supervisão da Biblioteca ministro Ruben Rosa, encontra-se a Biblioteca de Artes Marcantonio Vilaça.

A Biblioteca Ministro Ruben Rosa é uma biblioteca especializada, com acervo voltado principalmente para temas relacionados ao controle dos gastos públicos, administração pública, direito e contabilidade governamental.

Possui cerca de 30.000 volumes de livros e 750 títulos de periódicos. O acervo é composto por publicações oficiais do TCU e de outros órgãos públicos, publicações comerciais e de entidades especializadas em controle no Brasil ou no mundo, monografias dos servidores da Casa resultantes de cursos de especialização, mestrado e doutorado, apostilas de cursos do ISC, multimeios (vídeos, cd’s, dvd’s) e jornais diários. Há também uma coleção chamada acervo depositário, conjunto de obras editadas pelo TCU, por suas autoridades e servidores e armazenadas para a preservação da memória institucional e da produção intelectual da Casa.

A Biblioteca Ministro Ruben Rosa possui duas unidades. Uma localizada no Anexo III da Sede do TCU e outra no Instituto Serzedello Corrêa. Ambas funcionam de segunda a sexta feira e tem a consulta ao acervo aberta ao público externo.

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