Franedir Gois/OPovonews
A “Família Domingues” mantêm a tradição que há mais de 70 anos começou nas adjacências do Córrego do Mutum, ladeada por Medeiros Neto, Itanhém e Minas gerais. O senhor Clemente, um grande líder que fundou comunidades para momentos de encontros que serviram como base para o desenvolvimento da tradição. Primeiramente criou a Comunidade Nossa Senhora Aparecida, depois a Comunidade São Sebastião
Essas festas funcionam como um ciclo de “renovação” comunitária, fortalecendo laços entre moradores e visitantes no início do ano. Elas são caracterizadas por cortejos cênicos, música, dança e, principalmente, a valorização da memória e da ancestralidade. Padre Ariston Domingues de Araújo é um grande incentivador da cultura, no aspecto religioso, cultural, antropológico, social. Nascido na roça, sempre acompanhou a mãe nas atividades religiosas e ali aprendeu a gostar dos valores culturais. Ofício de Nossa Senhora, cantado, boi de janeiro apresentado com estilo e tradição
Padre Aristom, um sacerdote, um homem simples, dedicado à Igreja, grande incentivador das culturais ancestrais, feitor de cultura. Cantor, das músicas de santo reis, ofício de Nossa Senhora e cantorias de São Sebastião.
A fartura, a alegria, a solidariedade, as rezas, os cantos, a culinária o encontro de irmãos. A cultura e os costumes são preponderantes e marcantes.
A trilogia: cultura, religiosidade e tradições sincréticas, unindo fé católica, herança indígena (especialmente Pataxó) e influências africanas. As celebrações de janeiro, Folia de Reis, Boi de Janeiro e Festa de São Sebastião formam um ciclo festivo que renova a identidade cultural da região do Extremo Sul da Bahia.
Aqui está um resumo dessas manifestações:
Folia de Reis: Comemorada entre o final de dezembro e 6 de janeiro, a Folia de Reis celebra a visita dos Três Reis Magos ao menino Jesus que visitam casas cantando versos, tocando instrumentos (pandeiro, violão, sanfona) e saudando os moradores com desejos de paz e prosperidade.
O Sincretismo Religioso no Extremo Sul da Bahia, destaca-se a participação de comunidades que celebram os Santos Reis com rituais de dança e cantos próprios, misturando devoção católica e cultura.
Boi de Janeiro: Uma variação local do Bumba meu Boi, extremamente popular no início de janeiro. A Celebração: Cortejos saem pelas ruas, muitas vezes acompanhando as Folias de Reis, animando os moradores. O “boi”, uma estrutura de papelão e fuxicos com uma pessoa dentro, realiza danças cênicas, geralmente acompanhado por um vaqueiro. Representa a alegria, a força da cultura popular e a resistência de tradições passadas de geração em geração.
Festa de São Sebastião celebrada no dia 20 de janeiro. A festa é marcada por intensa participação dos nativos, visitantes, convidados e festeiros. Inclui missas, procissões e festejos populares que reafirmam a história e a fé da comunidade local, com devoção ao “santo guerreiro”. A festa mescla o sagrado e o profano, com músicas e danças tradicionais da região.



