O Povo News

Novo Escândalo fraudes nos empréstimos consignados

O descaso dos órgãos fiscalizadores e a impunidade no sistema financeiro

Enquanto aposentados e pensionistas enfrentam dificuldades financeiras, um esquema bilionário de fraudes nos empréstimos consignados do INSS continua a operar sem que medidas eficazes sejam tomadas para coibir os abusos. Investigações revelam que, só em 2023, 35 mil reclamações foram registradas por beneficiários que tiveram valores liberados sem qualquer solicitação. O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou que, nesse período, R$ 89,5 bilhões foram movimentados em empréstimos consignados, e parte significativa desse montante pode ter sido fruto de operações irregulares.

Apesar das denúncias recorrentes feitas por jornalistas e cidadãos, os órgãos responsáveis pela fiscalização – Banco Central e Ministério Público – falharam em tomar medidas rápidas e eficientes. O jornalista Cledson Santana denuncia o esquema desde 2021, citando envolvimento dos bancos C6 e Banco Pan, e mesmo após registrar reclamações no Banco Central e no Ministério Público Federal, os processos foram encaminhados ao Ministério Público Estadual em Paulo Afonso, onde foram arquivados por duas vezes 2021 e 2025.

A pergunta que fica é: quem está protegendo essas operações fraudulentas? Se as autoridades competentes receberam denúncias e tinham acesso aos dados, por que o esquema ainda persiste? O novo eixo de investigações aponta para irregularidades envolvendo órgãos como Dataprev, ampliando as suspeitas sobre como os créditos consignados foram liberados sem biometria e sem confirmação dos beneficiários.

O escândalo dos descontos indevidos promovidos por associações fictícias já revelou fraudes estimadas em R$ 6 bilhões, mas a questão dos empréstimos consignados pode superar esse valor. Diante do descaso das entidades reguladoras, resta aos aposentados e pensionistas aguardarem providências enquanto sofrem os impactos de um sistema financeiro que deveria protegê-los, mas que, ao contrário, parece facilitar os golpes.

O que esperar do Banco Central, do Ministério Público e das demais instituições? A sociedade aguarda respostas e ações concretas para impedir que novas vítimas sejam feitas, enquanto o setor financeiro continua a operar, blindado pela impunidade e pela inação dos fiscalizadores.

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