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Investidores temem uma nova 'segunda-feira negra' nas bolsas globais; entenda

Naquele dia, em 1987, o índice Dow Jones caiu 22,61%.

Os investidores americanos, de acordo com veículos de imprensa americanos, como o The Economic Times, temem que o dia possa ser marcado como uma nova ‘Segunda-Feira Negra’ com o pior declínio da bolsa americana desde 1987, quando os mercados ao redor do mundo chegaram a quebrar por conta de diversos acontecimentos em conjunto no cenário econômico e político global. Naquele dia, o índice Dow Jones caiu 22,61%.

As principais bolsas de valores da Ásia operam em queda nesta segunda-feira (7), primeiro dia útil após o ‘tarifaço’ do presidente Donald Trump entrar em vigor.

A maior queda, mais de 13%, é na de Hong Kong, que tem a pior sessão desde a crise financeira de 1997. Já a desvalorização do índice japonês está acima dos 7%.

Os índices das Bolsas da Europa também têm baixas. A da Alemanha cai quase 6%; na do Reino Unido, a desvalorização fica perto dos 5%. As Bolsas dos Estados Unidos e de São Paulo devem seguir a mesma tendência de queda.

Com medo de uma recessão global, os investidores vendem os ativos de risco para colocar o dinheiro em opções mais seguras, como ouro e títulos do Tesouro americano.

‘Tarifaço’ já em vigor

No sábado (5), entrou em vigor a determinação que impõe uma tarifa adicional de 10% sobre as importações de todos os parceiros comerciais dos Estados Unidos.

Na próxima quarta-feira (9), começam a ser cobradas as taxas acima desse patamar para as demais nações com quem os Estados Unidos têm déficit comercial. As sobretaxas mais altas atingem países da Ásia, como China, e a União Europeia.

Em retaliação, o governo chinês já anunciou que vai cobrar uma sobretaxa de 34% de todos os produtos importados dos Estados Unidos a partir de quinta-feira (10).

Neste final de semana, milhares de pessoas foram às ruas nos Estados contra o pacote tarifário de Donald Trump.

Apesar das manifestações e do pânico no mercado financeiro, que já perdeu mais de 7 trilhões de dólares somente nos Estados Unidos, o presidente americano disse que não vai recuar. O republicano disse a repórteres a bordo do avião presidencial que os Estados Unidos não continuarão ‘perdendo 1 trilhão de dólares pelo privilégio de comprar lápis da China’.

Citando o país asiático e a União Europeia, ele afirmou que não tem interesse em negociar as taxas impostas em sua nova política tarifária, a não ser que os outros países resolvam a questão do déficit.

Segundo a Casa Branca, mais de 50 países já pediram para renegociar as sobretaxas impostas por Trump.

 

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