O Povo News

22 de julho Dia Internacional do Trabalhador Doméstico

Na verdade, não se sabe se a história é realmente verdadeira ou fictícias.

Para nós, isso não importa, porque todas as histórias, sendo elas verdadeiras ou não, transmitem uma mensagem, e o importante é justamente a mensagem.

Enfim, conta-se que, em 1921, um trabalhador doméstico chamado Joe Paul Simenn discutia com seus empregadores para conseguir uma folga.

O homem era o trabalhador mais importante da mansão da cidade de Ywgardnent, na Califórnia (EUA), mas sempre pedia um dia de descanso para que pudesse visitar sua esposa e filhas, que moravam muito longe e que Simenn já não via a muito tempo.

Porém, a folga nunca era concedida, pois os seus patrões não poderiam ficar sem o mais importante trabalhador da mansão.

No mês de julho, para o desespero de Simenn, recebeu uma carta com a mensagem de que uma de suas filhas estava gravemente doente.

Na mesma época aconteceria o aniversário do seu filho caçula, o qual ele viu apenas quando era um recém-nascido.

Foi então que Simenn teve uma ideia para conseguir visitar a sua família – afinal, o desespero nos faz capaz de algumas loucuras: de maneira perspicaz, Simenn alegou que, entre os dias 21 e 22, era comemorado o Dia do Serviçal.

Para obrigar seus patrões a concederem a folga, Simenn ainda disse que todos os patrões que não concedessem uma folga a seus trabalhadores domésticos seriam punidos na corte.

Como se não bastasse, Simenn ainda espalhou a notícia pela vizinhança, fazendo com que o seu movimento ganhasse força e mais trabalhadores domésticos fossem dispensados.

Segundo a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua, existem cerca de 6,3 milhões de trabalhadores domésticos no Brasil.

A maioria desse número é composta por mulheres que, ao mesmo tempo, são chefes de família.

Infelizmente, o número de empregadas domésticas com acesso aos direitos a elas garantidos por lei ainda é muito reduzido.

Ainda segundo a PNAD, aproximadamente 72% dos trabalhadores domésticos não têm registro em carteira, sendo privados do seu acesso aos direitos conferidos pela legislação.

Porém, convém esclarecer que, a qualquer momento, a empregada doméstica pode procurar a Justiça para exigir o registro e receber verbas que eventualmente não foram pagas no período sem registro.

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