O caso aconteceu nos municípios de Teixeira de Freitas e Eunápolis, e teve início em meados no ano de 2020.
Gideval Santos Muniz mais conhecido como “Zé Muniz”, se juntou aos estelionatários Mateus Silva Costa e Rodrigo Otávio Vichenzo Neto, e juntos causaram prejuízos milionários ao Dr. Adam Cohen Torres Poleto.
Tudo teve início no mês de junho de 2020, quando Rodrigo Otávio Vichenzo Neto apresentou Mateus Silva Costa ao advogado. No ensejo, Mateus se propôs a comprar uma lancha Focker 28, uma caminhonete Hilux, uma máquina perfiladeira e uma sala comercial localizada na Praia da Costa em Vila Velha/ES.
A negociação teve início no município de Teixeira de Freitas, e por esses bens Mateus ficou de pagar R$ 800.000,00 ao advogado. Apenas R$ 196,000,00 foram pagos para vítima, onde toda operação teria sido avalizada por Rodrigo Otávio, pois com este o advogado tinha relação de confiança por já ter trabalhado em um dos seus escritórios.
Após a negociação, todos os bens foram adquiridos pelo empresário Ricardo Mota por valores muito a baixo do preço, sendo o caso pautado em investigação policial na Delegacia de Polícia Civil de Teixeira de Freitas/BA.
Além do advogado, outra pessoa também foi vítima direta de Mateus, tendo ficado constatado que outros dois veículos (Mitsubishi Pajeiro e Mitsubishi ASX) foram adquiridos de Antônio Azevedo Lima Neto e também adquiridos por valores muito inferiores por Ricardo Mota. Segundo a vítima, “a todo momento Ricardo Mota sabia que as vítimas não receberam pelas compras que realizou, tendo Ricardo agido em conluio ou em crime de receptação.”
Ao mesmo tempo, Mateus e Rodrigo se juntaram aplicaram outro golpe de R$3.000.000,00 ao advogado, só que dessa vez em conjunto com o fazendeiro Gideval Santos Muniz (vulgo “Zé Muniz”).
A vítima havia recebido como pagamento de honorários o imóvel “Fazenda Jaguar” de 472 hectares registrado e localizado no município Belmonte/BA. O imóvel está no nome da empresa Fazenda Jaguar Eireli, e Rodrigo Otávio se aproveitou que a empresa estava em seu nome e outorgou criminosamente uma procuração pública para o cunhado de Gideval colocar o imóvel em nome do seu filho Daniel José Nascimento Muniz. Segundo relatos obtidos no inquérito policial que tramita na Delegacia de Belmonte, Gideval Muniz sabia que a “Fazenda Jaguar” não pertencia mais a empresa Fazenda Jaguar Eireli quando adquiriu o imóvel. Sem o conhecimento do Dr. Adam, Gideval teria negociado a compra criminosa pela bagatela de R$1.500.000,00. Segundo relatos de testemunhas e do próprio Rodrigo, Gideval Muniz pagou apenas R$ 480.000,00 e outros dois automóveis com pendencia de financiamento popularmente conhecido como carros “pokemon”.
Ambos os casos estão andando de forma independente, mas após o depoimento de Rodrigo Otávio no inquérito policial relativo aos crimes de Mateus Silva Costa em Teixeira de Freitas, em que ficou apontado que Mateus utilizou o nome de “Vitor” na venda criminosa da “Fazenda Jaguar”, tendo ambos agido em conjunto com Gideval Muniz em Belmonte, a vítima garante que irá entrar com pedido de reunião dos casos.
Após o conhecimento do segundo golpe, a vítima solicitou a transferência da empresa Fazenda Jaguar Eireli para seu nome, e está lutando na justiça para reaver seus bens de volta. Perguntado pela reportagem qual a expectativa da vítima sobre o caso, Dr. Adam disse que “estou absolutamente confiante na Polícia Civil e na Justiça Pública da Bahia para resolver o caso”.
Atualmente o caso segue em investigação, pois o Ministério Público de Porto Seguro pediu o retorno do inquérito policial para atendimento de outras diligências, tendo a justiça determinado o bloqueio da matrícula do imóvel por também haver discussão na esfera cível.