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24 de maio Dia Nacional do Café

O cheiro e o sabor de um bom cafezinho são inconfundíveis e conquistam gente pelo mundo afora e faz parte da rotina diária de muitos brasileiros.

Seja quente ou gelado, a bebida ganha cada dia mais espaço em sobremesas, receitas salgadas e não para de colecionar admiradores.

O Dia Nacional do Café é comemorado no Brasil em 24 de maio. Esta data foi estabelecida pela Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC) para celebrar a importância cultural, econômica e social do café no país.

Sendo cultivado desde o início do século XVIII, de acordo com a Organização Internacional do Café (OIC), o Brasil é o segundo maior consumidor mundial da bebida e é reconhecido mundialmente por sua qualidade e diversidade de sabores. Atualmente, os grãos de café mais produzidos no Brasil são o arábica e o conilon (ou robusta).

Tamanha a paixão pelo grão, que pessoas apaixonadas pela bebida tendem a evoluir e ultrapassam a categoria de apreciadores de cafés, e buscam como se tornar um barista reconhecido e trabalhar na área.

O Dia Nacional do Café serve não apenas para celebrar a bebida, mas também para promover a indústria cafeeira, incentivar o consumo de café de qualidade e destacar as inovações e práticas sustentáveis no cultivo e na produção.

É uma oportunidade para que os amantes do café apreciem diferentes tipos de café, aprendam mais sobre o processo de produção e reconheçam a dedicação dos produtores que trabalham para trazer essa bebida à mesa dos consumidores.

A origem exata do café é extremamente incerta, mas muitos estudiosos a remetem ao século IX, nas terras altas da Etiópia. Justamente pela incapacidade de encontrar um local específico, diversas lendas sobre o surgimento do grão foram criadas.

A mais famosa é a de Kaldi, pastor que viveu na Etiópia há cerca de mil anos e que notou que, após comerem alguns frutos avermelhados, suas cabras ficavam mais ativas e alegres, conseguindo percorrer quilômetros.

Intrigado, Kaldi levou a informação para um monge, que utilizou os frutos na forma de infusão para, assim, conseguir absorver as capacidades estimulantes dos grãos. Tal prática se espalhou rapidamente pela cidade e a bebida ficou cada vez mais procurada.

Há, ainda uma outra vertente da história, que diz que o monge se assustou com o poder do grão e o jogou no fogo. Ao queimar, nosso amado aroma de café foi liberado, e o cheiro convenceu o monge a preparar um pretão.

Apesar de a Etiópia ser o berço do café, foi a Arábia Saudita a grande responsável pela propagação da bebida. Isso porque o cultivo do grão assumiu grande importância econômica e era mantido como um segredo pelos árabes, já que muitos acreditavam em suas habilidades milagrosas.

Aliás, é justamente por ter sido tão popular e importante para a Arábia Saudita que hoje temos o Café Arábica, uma das espécies mais consumidas ao redor do mundo.

Estima-se que em 1570 o café pousou pela primeira vez em terras europeias, precisamente na Itália, graças às viagens realizadas ao Oriente. A primeiro momento, a bebida era proibida para os cristãos e só foi legalizada após o papa Clemente VIII provar e gostar de um pretão bem feito.

Em 1652, é inaugurada, na Inglaterra, a primeira casa de café. Vinte anos depois – em 1672 –, foi a vez de Paris abrir as portas ao grão. Já o costume de colocar açúcar no café – visto por muitos como pecado – começou na França, durante o reinado de Luís XIV.

Com o tempo, o café foi se ramificando por muitos mais países na Europa e se tornou um costume, principalmente entre os intelectuais, consumi-lo em encontros e passeios.

A cultura do café teve diferentes perspectivas ao redor do mundo. Para os árabes, a ingestão até mesmo in natura estava relacionada principalmente com as propriedades estimulantes dos frutos.

Com o surgimento das primeiras cafeterias, o consumo ganhou um aspecto social e esses lugares se tornaram pontos de encontro entre comerciantes para negócios e lazer.

Na Europa, tomar café virou um hábito associado aos encontros sociais. Considerada uma bebida de prestígio na sociedade, era consumida por pessoas do alto escalão europeu. Também foi nesse continente, mais precisamente em Veneza, na Itália, que se iniciou o costume de coar o café e acrescentar leite a ele.

Como chegou ao Brasil

A história do grão no Brasil começa no século XVIII, no Norte do país, precisamente em 1727. A primeira muda de café foi trazida clandestinamente pelo sargento-mor Francisco de Melo Palheta, quando fez uma viagem à Guiana Francesa com interesses comerciais.

As primeiras plantações começaram no Nordeste, porém, como o clima não era favorável ao plantio, o cultivo do café foi levado para o Maranhão, Rio de Janeiro e, posteriormente, São Paulo e Minas Gerais.

O plantio no Vale da Paraíba (RJ), foi um sucesso tão grande que, em 1860, o Brasil produzia 60% do café mundial, o que tornou possível a popularização do nosso amado pretão ao redor do globo, já que ficou bem mais barato.

No entanto, as terras cariocas logo começaram a se esgotar, e foi assim que São Paulo e a Zona da Mata, em Minas, tornaram-se grandes produtoras do grão. Essa aliança iniciou, inclusive, a famosa política do café-com-leite.

Com o fim do tráfico negreiro e os movimentos abolicionistas ganhando cada vez mais força, imigrantes europeus começaram a se interessar cada vez mais nas lavouras cafeeiras do Brasil. Esse fato fez com que, até hoje, grande parte das torras especiais do país sejam dedicadas à exportação.

Em pouco tempo, os grãos, que já tinham grande valor comercial no mundo, tornaram-se também a base da economia brasileira — fato de extrema importância para o crescimento do país.

Atualmente, o Brasil é o primeiro colocado na lista de produtores de café. Anualmente, milhões de sacas são produzidas e consumidas no país. Com o surgimento de marcas como o Moka Clube, o café de qualidade e verídico também tem se tornado cada vez mais popular entre os brasileiros.

Quando compreendemos melhor como tudo aconteceu, podemos ter uma ideia do papel que esse pequeno grão desempenhou para o desenvolvimento de diversas nações. Na nossa, principalmente, o café gera empregos e movimenta capital.

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